Andar de bicicleta já faz parte do dia a dia de muitas pessoas, seja para fintar o trânsito de manhã e chegar ao trabalho a horas, para ir passear ao Guincho pela ciclovia com a família ao fim de semana, há quem use para tudo e mais alguma coisa.
Neste artigo iremos mostrar-lhe que é possível continuar a fazer as suas viagens de bicicleta sem nunca abdicar da sua segurança e/ou proteção.
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Entender os seguros para ciclista
- O que é um seguro para ciclista e para que serve?
- O seguro para ciclista é obrigatório em Portugal?
- Vale a pena contratar um seguro para ciclista?
Seguro para ciclista: coberturas, exclusões e valores
- O que é que o seguro para ciclista cobre?
- O que é que um seguro para ciclista normalmente não cobre?
- Quanto pode custar um seguro para bicicletas e trotinetes?
Situação de acidente
- Seguro para ciclista: acidentes em estrada, ciclovias e como funciona a participação de um sinistro?
O que é um seguro para ciclista e para que serve?
Um seguro para ciclista, muitas vezes também chamado de seguro para bicicleta, é, na verdade, uma proteção pensada para quem se move em bicicletas convencionais, bicicletas elétricas e trotinetes elétricas até 250W e 25 km/h. Serve para quem se desloca assim no dia a dia, seja num passeio de fim de semana, no trajeto para o trabalho ou numa volta pela cidade.
Soluções como o ok! biker protegem o utilizador em situações em que algo não corre como esperado: desde despesas médicas, assistência em caso de acidente, responsabilidade civil por danos a terceiros, até situações mais graves, como morte ou invalidez permanente.
No fundo, não se trata de um extra. É uma proteção prática para quem sabe que, em duas rodas, o inesperado pode surgir a qualquer momento.
O seguro para ciclista em Portugal é obrigatório?
A resposta é depende.
Para bicicletas elétricas e trotinetes elétricas até 0,25 kW e 25 km/h, o seguro não é obrigatório.
Já trotinetes e bicicletas elétricas com potência superior a 0,25 kW ou velocidade superior a 25 km/h estão sujeitas a um seguro de responsabilidade civil obrigatório, embora não estejam autorizados a circular na via pública.
Na prática, a maioria dos ciclistas e utilizadores de trotinete em Portugal não está sujeita a seguro obrigatório. Mas o primeiro passo para entender a importância ou utilidade de um seguro que o proteja a si enquanto ciclista é perceber que este pode ser uma mais-valia quando mais precisa.
Vale a pena contratar um seguro para ciclista?
Mesmo nos casos em que o seguro não é obrigatório, se quiser sentir-se e, principalmente, estar sempre protegido, sim, vale a pena fazer seguro. Mas, se acha que não precisa ou que não faz sentido para si, analise o seu perfil de ciclista antes de decidir.
E quais são os perfis de ciclistas que mais podem beneficiar?
- Quem pedala ou usa trotinete todos os dias para ir trabalhar
- Quem investiu numa e-bike e não quer surpresas
- Quem faz passeios longos ou simples voltas de fim de semana
- Quem só quer sentir-se seguro enquanto explora novos caminhos
Ou seja, se a ideia é usar a bicicleta que tem na garagem para pedalar quase sem sair do mesmo sítio, então um seguro para ciclista pode não ser, à partida, a sua maior prioridade.
Agora, se a bicicleta faz parte do seu dia a dia e vai consigo para todo o lado, então o cenário muda. Vale também a pena ter isto em mente: algumas das coberturas de que vamos falar a seguir podem já estar incluídas noutros seguros que possa ter. Seguro da casa, do carro, acidentes de trabalho, responsabilidade civil… às vezes a proteção já lá está e nem nos lembramos disso. Verifique antes para não ter um gasto desnecessário.
O que é que o seguro para ciclista cobre?
Quando falamos de seguros para ciclista temos de entender em primeiro lugar que existem dois tipos de cobertura principais:
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Primeiro, acidentes pessoais. É aquela ajuda extra para o caso de uma queda “menos simpática” que termina consigo a precisar de assistência médica numa unidade de cuidados de saúde.
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Depois temos a responsabilidade civil. Se numa pedalada mais distraída acabar por causar danos a outra pessoa ou a algo que não é seu, esta cobertura trata do assunto.
Por fim, existe ainda a assistência ao ciclista. Se sofrer um acidente, tem acesso a aconselhamento médico e, se necessário, ao transporte de urgência até à clínica ou hospital mais próximo. Após a alta, o regresso a casa também fica assegurado. Em caso de avaria, o transporte até ao domicílio está igualmente coberto.
Com o aumento claro do uso da bicicleta e trotinete no dia a dia, também os seguros foram evoluindo. À medida que mais pessoas passaram a usar estes meios de transporte regularmente, passou a fazer sentido pensar em situações mais específicas e menos óbvias.
Por isso, foram surgindo novas coberturas, pensadas para oferecer uma proteção mais completa a quem anda de bicicleta ou de trotinete. Falamos, por exemplo, de morte ou de invalidez permanente, e ainda de despesas de funeral, que ajudam a aliviar encargos numa fase delicada.
No fundo, são coberturas que existem para garantir que, aconteça o que acontecer, há sempre um apoio extra e menos preocupações a resolver sozinho.
Deixamos abaixo três tabelas resumo para ter melhor perceção das coberturas:
Coberturas ao utilizador (proteção pessoal)
| Cobertura | O que inclui |
| Morte ou invalidez permanente | Garante o pagamento de um capital em caso de acidente que resulte em morte ou invalidez permanente do ciclista. |
| Despesas de tratamento | Comparticipação nos custos médicos associados a um acidente, como consultas, exames ou tratamentos necessários à recuperação. |
| Assistência ao ciclista | Inclui apoio em caso de acidente ou avaria, como aconselhamento médico e transporte do ciclista para o hospital ou para casa. |
Coberturas ao equipamento (bicicleta ou trotinete)
| Cobertura | O que inclui |
| Assistência à bicicleta ou trotinete | Apoio em caso de avaria ou acidente, garantindo o transporte até à oficina ou local de reparação. |
| Proteção jurídica | Cobre as despesas legais de um acidente, seja para defender o ciclista quando é responsável, seja para reclamar uma indemnização quando a culpa é de terceiros. |
Coberturas a terceiros (responsabilidade civil)
| Cobertura | O que inclui |
| Responsabilidade civil | Cobre danos materiais e corporais causados a terceiros durante a utilização da bicicleta, evitando encargos elevados em caso de acidente. |
Se quiser saber mais, vale a pena analisar as coberturas disponíveis, pensadas para si. Porque cada pedalada conta… e cada ciclista também.
O que é que um seguro para ciclista normalmente não cobre?
Um seguro para ciclista pode parecer completo, mas há situações que ficam de fora e convém tê-las claras desde o início:
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Corridas, provas ou uso profissional
A prática em contexto de competição, em estágios ou em treinos associados não está incluída. -
Acidentes sem cumprimento das regras de segurança
Situações em que não se utiliza capacete de proteção adequado ou em que as regras da estrada são ignoradas tendem a não estar cobertas. O mesmo se aplica se estiver a circular sob o efeito de álcool ou de outras substâncias. -
Condições pré-existentes
Lesões, incapacidades ou situações já existentes antes da contratação do seguro ficam, regra geral, fora da cobertura. O seguro serve para o imprevisto, não para o que já existia. -
Furtos por descuido e acessórios não declarados
Furtos em situações de negligência tendem a não estar assegurados. E, no caso dos acessórios, normalmente, apenas aqueles devidamente incluídos na apólice estão protegidos. -
Utilização fora do país
Nem todas as coberturas são automaticamente válidas no estrangeiro. Se pensa levar a bicicleta para fora, vale a pena confirmar se é necessário estender a proteção.
No fundo, mais do que assumir que está tudo incluído, a escolha mais inteligente passa por perceber exatamente o que está e o que não está coberto no seu caso.
Quanto pode custar um seguro para bicicletas e trotinetes?
De forma geral, os seguros para ciclistas rondam entre os 40€ e os 80€ por ano. Se optar por uma solução mais simples, com coberturas como danos pessoais e responsabilidade civil, o valor tende a ser mais acessível. Já, se preferir uma proteção mais completa, incluindo também a bicicleta ou a trotinete e o respetivo transporte, o preço sobe um pouco.
Quanto mais proteção incluir, maior será o valor a considerar.
Se ainda tiver dúvidas sobre que opção escolher, pode usar o nosso simulador e perceber qual é a escolha que melhor se ajusta ao seu ritmo e à forma como utiliza a bicicleta.
Seguro para ciclista: acidentes em estrada, ciclovias e como funciona a participação de um sinistro
O seguro para ciclista cobre, de forma geral, acidentes ocorridos tanto em estrada como em ciclovias, desde que o uso da bicicleta seja feito de acordo com as regras de circulação e com o que está previsto no contrato.
Quando acontece um acidente, a participação de um sinistro num seguro para ciclista é simples. Primeiro, trate da sua segurança. Depois, recolha as informações, tire fotos e contacte a seguradora o quanto antes para que tudo seja tratado sem complicações. Pode saber com mais detalhe sobre como proceder aqui.
Ok, chegou até aqui. E agora?
Se anda de bicicleta com frequência, já percebeu que nem tudo depende de si. O trânsito, o piso, os imprevistos, tudo isto faz parte do caminho. E é precisamente aí que um seguro para ciclista pode fazer sentido: não para complicar, mas para simplificar quando algo foge ao controlo.
Na ok! seguros, acreditamos que proteger não tem de ser difícil.
Por isso, criámos soluções que acompanham todos os tipos de ciclistas.
No final, a melhor escolha é sempre aquela que o deixa seguir viagem com mais confiança.
E se precisar, estamos por aqui. Ok?


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